Itaipu abre vertedouro e libera volume de água quase 9x maior que a média das Cataratas
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (21) uma parceria entre uma empresa americana e uma desenvolvedora paraguaia para construir uma estrutura de computação de alto desempenho abastecida pela energia da usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto deverá atender clientes de serviços de computação em nuvem norte-americanos e da América Latina.
O acordo foi firmado entre a Crusoe, empresa americana que desenvolve infraestrutura para inteligência artificial, e a Araico, desenvolvedora paraguaia de projetos de energia e infraestrutura.
Segundo o Departamento de Estado, a previsão é que a primeira fase da instalação entre em operação em meados de 2027.
A usina é administrada em conjunto pelo Brasil e pelo Paraguai. Ao g1, a Itaipu informou que divisão da energia produzida pela hidrelétrica é estabelecida por um tratado assinado em 1973, que prevê a cada país o direito a 50% da energia gerada.
A empresa informou ainda que a visita da delegação norte-americana aconteceu sem a participação da diretoria ou do governo brasileiro. A agenda foi organizada pelo Paraguai e aconteceu no lado paraguaio da usina. Ações do tipo podem acontecer sem a necessidade de autorização do outro país.
Delegação americana visita a Usina de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai — Foto: Embaixada dos EUA no Paraguai
O anúncio do acordo foi feito durante uma visita do vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, ao Paraguai, entre segunda-feira (19) e esta quarta-feira.
Landau se reuniu com o presidente paraguaio, Santiago Peña, e com o ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, para discutir formas de ampliar a cooperação econômica e estratégica entre os dois países.